No ponto de ônibus, ouço um "tadinha da Juliana..." e, por um momento, fico com um sentimento de pena da tal Juliana, seja lá quem for. O tom da voz do desconhecido revelava profunda tristeza pois alguma coisa horrível havia acontecido a uma pessoa muito importante para ele.
Mas o meu momento de compaixão é breve. A resposta, da moça que conversava com o desconhecido, foi: "ai, ela que saiu ontem?"
É, Big Brother.
De novo, ou ainda.
Oito edições do programa, e as pessoas ainda não se cansaram.
Alguém, por favor, poderia me explicar qual é o propósito desse reality show? Aliás, reality show, vírgula. Ninguém me convence de que sei lá quantas pessoas, cujo interesse é conquistar a simpatia do público, são elas mesmas dentro de uma casa que é vigiada por milhões de outras pessoas que não têm nada melhor pra fazer.
Na verdade eu não questiono aqueles que se inscrevem, e participam. É dinheiro fácil, em termos. Eles têm um propósito. Mas e quem assiste? Qual é a graça? Pessoas com pouca roupa, fazendo festas e conversando sobre futilidades e estratégias para conseguir ficar mais tempo lá, fazendo festas com pouca roupa. A massa que acompanha, dia após dia, a rotina forjada de alguns seres humanos, tem alguma idéia da origem do nome Big Brother? Algum deles já ouviu falar de George Orwell e 1984? O fake-reality show podia até ser algo cultural, vejam só! Mas não.
Os amigos que gostam dessa dose diária de alienação que me desculpem.
E tadinha da Juliana.
Mas o meu momento de compaixão é breve. A resposta, da moça que conversava com o desconhecido, foi: "ai, ela que saiu ontem?"
É, Big Brother.
De novo, ou ainda.
Oito edições do programa, e as pessoas ainda não se cansaram.
Alguém, por favor, poderia me explicar qual é o propósito desse reality show? Aliás, reality show, vírgula. Ninguém me convence de que sei lá quantas pessoas, cujo interesse é conquistar a simpatia do público, são elas mesmas dentro de uma casa que é vigiada por milhões de outras pessoas que não têm nada melhor pra fazer.
Na verdade eu não questiono aqueles que se inscrevem, e participam. É dinheiro fácil, em termos. Eles têm um propósito. Mas e quem assiste? Qual é a graça? Pessoas com pouca roupa, fazendo festas e conversando sobre futilidades e estratégias para conseguir ficar mais tempo lá, fazendo festas com pouca roupa. A massa que acompanha, dia após dia, a rotina forjada de alguns seres humanos, tem alguma idéia da origem do nome Big Brother? Algum deles já ouviu falar de George Orwell e 1984? O fake-reality show podia até ser algo cultural, vejam só! Mas não.
Os amigos que gostam dessa dose diária de alienação que me desculpem.
E tadinha da Juliana.
